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12 janeiro 2015

Fotografia: O olhar lúdico de Kyle Thompson

  Não sei vocês, mas eu gosto muito da simplicidade. Confesso que prefiro, mas hoje vamos passar longe dela.
  Kyle Thompson, em seus 23 anos de vida, já fez um belo trabalho fotográfico por aí e eu gosto tanto do que tenho visto que resolvi compartilhar com vocês. O que mais me despertou o interesse no trabalho de Kyle foi a capacidade de expressar pontos de vista através da construção das imagens, começando a fotografar aos 19 anos e denotando um interesse especial por auto-retratos e ambientes como casas abandonadas, suas obras formam um misto ora sombrio ora juvenil (entre outras facetas) e na maioria das vezes surreal, segundo o próprio artista, não há uma linha início-meio-fim, seu trabalho torna-se um instrumento capaz de embaralhar a imaginação do expectador a ponto de não permitir a assimilação de um enredo fixo. 

Escolhi as minhas favoritas e que retratam melhor o perfil do artista, mas você pode acessar o Portfólio.







O olhar lúdico de Kyle confere ao seu trabalho uma originalidade inenarrável.





10 janeiro 2015

Cinetoscópio #1 - The Great Gatsby (1974)

Se existe uma coisa que eu amo, essa coisa é: repetir inúmeras vezes os filmes que gosto. 
  "The Great Gatsby" é um caso de amor inevitável não só pela história, mas seu cenário em si, figurinos e entonação de voz dos personagens me inspiram de forma instantânea.  A primeira reação que tive após rever o que aqui no Brasil é intitulado "O grande Gatsby" foi pensar em como eu não acredito que ainda não escrevi sobre isso. 

  Não é o meu filme favorito, confesso, mas não posso deixar de compartilhar, finalmente, um dos que mais me elevam a imaginação.
  A história original de F. Scott Fitzgerald, conta um romance trágico com desfecho surpreendente e a versão de que falo é a de 1974, que tem Robert Redford e Mia Farrow como Gatsby e Daisy e é apenas uma das cinco que foram feitas: as primeiras três em 1926, 1949 e 1974, seguidas de uma versão para a televisão em 2000 e a última em 2013 com Leonardo Di Caprio e Carrey Mulligan. Ouvi muito falar sobre a segunda versão ser a melhor entre as cinco, mas creio eu que não há mais do que alguns registros de cenas perdidas por aí.
  Encontrei umas coisas bem legais para instigar a curiosidade, entre elas está a trilha sonora repleta de imagens legais da versão de 74:




O Trailer Oficial da Versão de 2013


Trechos da Versão de 1949

(Cena em que Jay está prestes a reencontrar Daisy)


E  o ÚNICO registro em vídeo que restou da primeira versão (1926)


As duas últimas versões para cinema estão disponíveis na Netflix.
Aos que consegui despertar a curiosidade, espero que gostem da indicação.

08 janeiro 2015

Confirmado: Tame Impala lança novo disco em 2015!

  Não é de hoje que meu gosto por Tame Impala vem se manifestando por aqui e no mês de Novembro tive a oportunidade de assistir ao show ao vivo no Circo Voador (Obrigada, Queremos!) e pirei, simples assim. Já era de se imaginar que fosse um show e tanto, mas na verdade foi fora de série e uma experiência muito curiosa.
  Já havia comprado a entrada meses antes, no exato dia em que iniciaram-se as vendas e daí em diante tudo o que eu esperava para ter um show satisfatório era uma boa apresentação de "Alter Ego" e "Why Won't They Talk To Me" e como previsto, os caras atenderam às expectativas majestosamente. 
  Devo admitir que pra mim Leonerism > Innespreaker é fato, o titubeio se dá a todo instante pois os dois álbuns são muito bons, mesmo assim penso que se fosse uma turnê da época de Innespreaker eu curtiria um pouco menos...ou não. Explico meu devaneio de incertezas (rs) da seguinte forma: Quando ouvi as duas músicas que mais esperava, achei que os pontos fortes do espetáculo já tinham sido alcançados, tolinha, mal podia esperar por "Elephant" e "Apocalipse Dreams" que estão longe de estarem nos "Mais executados" da minha biblioteca e os caras tocaram pra fuder nelas! Eu já havia escutado boatos de que o show era lotado de Jams, mas fica aqui o meu relato de emoção e transcendência sobre aqueles dois momentos do show que, pasmem, colocaram minhas duas músicas favoritas no chinelo. Nem mesmo o coro incansável da multidão em êxtase durante "Feels Like We Only Go Backwards" superou a mágica que eles fizeram em "Elephant" graças aos "improvisos" que tanto ouvi falar, esperei muito, nivelei alto e chego a conclusão que subestimei.
Vide Vídeo oficial do Queremos! pro show:



  Mas se engana que este aqui era pra ser um post de resenha, eu apenas não me contive. 
  Em 2015 vai ter Tame Impala! Kevin e sua trupe tem cartas nas mangas, como foi divulgado no último dia 05/12 em um release de imprensa pelo selo "Spinning Top Music". Ainda não há maiores informações sobre e como não encontrei video do show completo no Circo, vamos de (amador, porém simpático rs) "Elephant" Live In Rio:

Sem palavras pra esse grand finale.

Beijos da princesa Parker, pros entendedores!

05 janeiro 2015

Inspinsta: @wiezbickiariele

  Hoje, aproveitando o clima de férias, trouxe mais uma edição do que eu tô chamando de #Inspinsta. Trata-se de uma categoria que eu tenho pensado e demorei para tirar do papel por sei lá qual motivo: imagens inspiradoras de um determinado perfil do instagram.
  Começamos com @wiezbickiariele que me encantou por estar recheado de imagens praianas e à la wanderlust, estive inspirada a semana inteira com esse perfil!















Vale muito a pena ir lá no @wiezbickiariele e checar do começo ao fim!

16 dezembro 2014

Dica de férias: Melhores filmes do ano - CCBB RJ


  Já tem programa pra Janeiro? Sério, reserva um pouquinho do seu tempo pra essa dica aqui. 

  No próximo mês vai rolar a tradicional mostra dos melhores filmes do ano no CCBB Rio de Janeiro,  serão exibidos os onze filmes mais votados pelos críticos da  ACCRJ seguidos de debates, além de homenagens a Alain Resnais, Eduardo Coutinho e Hugo Carvana.

  Em 7 de Janeiro vai rolar o debate de abertura mediado por Marcelo Janot, após a exibição de "Sob a pele" e "Ela".
  Você pode conferir abaixo a lista dos onze filmes selecionados e seus respectivos trailers:

Ela (Her), de Spike Jonze (EUA)
Boyhood: Da Infância a Juventude (Boyhood), de Richard Linklater (EUA)
Jersey Boys: Em Busca da Fama (Jersey Boys), de Clint Eastwood (EUA)
Magia ao Luar (Magic in the Moonlight), de Woody Allen (EUA)
Nebraska (Nebraska), de Alexander Payne (EUA)
O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel), de Wes Anderson (EUA)
O Lobo atrás da Porta, de Fernando Coimbra (Brasil)
O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street), de Martin Scorsese (EUA)
Pais e Filhos (Soshite chichi ni naru), de Hirokazu Koreeda (Japão)
Relatos Selvagens (Relatos Salvajes), de Damián Szifrón (Argentina/ Espanha)
Sob a Pele (Under the Skin), de Jonathan Glazer (Reino Unido/ EUA)
Sério, gente. Olha essa programação, tá imperdível! 
Mais imperdível que isso só os posts que essa exibição magnífica está inspirando, tô mirabolando, aguardem. 

15 dezembro 2014

Inspiração: Katherine Hardy

  Katherine Hardy é uma ilustradora freelancer do Reino Unido e formada no  Royal College of Art. A artista busca retratar universos extravagantes e "mágicos" em esquemas de ilustrações que, notavelmente, tem como um dos principais pontos característicos as cores escolhidas para a composição das obras. Katherine se inspira principalmente em música e capas de discos e também é cantora de Jazz e Blues.

Reflections

Shoe


Uma obra de arte sobre a economia global em 2011 com base na avaliação de creditos da Standard and Poor. (Vencedor do Prêmio Fundação Fairness Constance)


Stories from the Road
(capa do álbum de uma banda anônima)

Para conhecer melhor o trabalho de K. Hardy você pode acessar seu portfólio. 

11 dezembro 2014

Dica de álbum: The colourist

  Não sei vocês, mas sinto uma onda de inspiração crescente e aparentemente interminável nessa época do ano. Desde que me conheço por gente toda a inspiração que guardo em mente é convertida em experiências musicais/audiovisuais entre outras menos presentes porém não menos importantes. Desta vez não está sendo diferente e cá estou eu para mais uma dica de banda + álbum: The Colourist, de único álbum homônimo.
  A banda americana de origem californiana me encheu os olhos ouvidos de otimismo com um som bastante alegre que lembra um pouco Youngblood Hawke + Owl City. No quesito sonoridade muito mais o segundo, com vocal suave e backing ao mesmo passo, a "aura" do disco se compara com certa dificuldade com Youngblood Hawke quando nos atentamos ao estilo de melodia chiclete, alguns refrões sing along e a comparação seria inevitável.
  Mesmo encontrando muitas referências à Owl City, banda que eu particularmente não sou muito ligada, The Colourist certamente é um álbum daqueles pra ser ouvido sem pular uma musica sequer só pela vibe, pra começar. Elaborei um TOP4 com as minhas favoritas do disco.

Put The Fire Out

We Won't Go Home

Little Games

Say You Need Me


 Você pode ouvir o disco completo aqui.


04 dezembro 2014

Apreciem a arte de Monassi

  Monassi, nascido em Seul em 1980, estudou pintural Oriental e tem a série "Monassi" como um projeto para a vida toda. Segundo o artista, não há uma história específica, cada obra é proveniente de seus pensamentos e inspirações diárias e um convite para a meditação sobre o artista e a si próprio.
   Muito se pergunta sobre o motivo de suas obras serem feitas em preto e o artista responde categoricamente: "Não há nenhuma razão especial me ater ao preto. Eu gosto de preto pelo mesmo motivo que você gosta. É simples, forte, bonito, e apenas o suficiente. E a sua possibilidade ilimitada sempre me fascinou. Um dia, se eu estou aborrecido, é claro que eu vou usar uma outra cor, cinza escuro médio, ou ardósia cinza claro. "
  É interessante a ausência de expressão facial (na verdade da própria face), em suas obras, como explicação, o autor afirma que "O rosto sem expressão é emprestada de pintura budista antigo, que sempre me fascinou desde a faculdade", o rosto sem expressão é perfeito para esconder os sentimentos, segundo o artista que não quer mostrar se o se os personagens são bons ou ruins diretamente pela expressão facial mas sim pelos gestos e postura, abdicando ainda de características de tempo, lugar e gênero para que não haja fuga do objetivo central. 

Veja abaixo algumas obras:

"Faces That I have To Copy"


"Face The Whole"


"You With de Moon In The Mirror"


"Sleepless Days"

E a minha favorita:

"Interface"


Curtiram? Sem dúvidas é um objeto de reflexão.
Vocês podem ver mais AQUI.



25 novembro 2014

Ouça a primeira música solo de Will Butler!


  Buenas, queridos leitores! 

  Estive fora uns dias por motivos de viajem, mas ja voltei e voltei com boas novas, ótimas novas!

 Acontece que, Will Butler  acaba de lançar sua primeira música solo do novo projeto "Policy" que será lançado em 2015. "Take my side" tem uma pitada de rock dos anos 50 e uma vibe divertida que, em seus quase quatro minutos de duração, não faz da discrição uma tarefa fácil...dá uma vontade inexplicável de sair cantarolando por aí. Quem espera vestígios de Arcade Fire no novo disco pode se decepcionar um pouco com a primeira música de trabalho que aband,ona os arranjos orquestrais evidentes e o Baroque Pop bastante explorados em projetos anteriores, mas "Reflektor" (já considerado uma ruptura) ainda estabelece um diálogo com "Policy", entre guitarra característica e versos simples, recuperando alguns elementos de faixas mais rápidas como "You already know".


  
 Agora é aguardar as próximas e, perdoem-me pela imparcialidade, torcer pra que essa vibe de "Take my side" predomine. 

17 novembro 2014

Dica de banda: Smallpools


  Olá, lindjos! 

Hoje eu tô afim de compartilhar boas novas. Certo dia, estava eu em mais uma sessão de violação de integridade contra o Spotify em busca de novos ares quando descobri "Smallpools".
Recém formada, o primeiro EP da banda foi lançado faz pouco mais de um ano, em Julho de 2013. 
Depois do Debut Single intitulado "Dreaming" ter chegado em primeiro lugar no Hype Machine os caras lançaram o EP Homônimo, composto por "Dreaming", "Mason Jar", "Over and Over" e "No Story Time". Pra compor o TOP FIVE, além das quatro, o mais recente single "KillerWhales" fechou o quinteto com chave de ouro. 

Dreaming:

Mason Jar:

Over & Over:

No Story Time:

Killer Whales:

Mais Indie Pop dançante pro nosso acervo, espero que tenham curtido o som, achei bem chiclete.
Torcendo por novidades em breve. 

08 novembro 2014

Clipe: Metronomy - The Upsetter

  Olá lindjos! Voltei com boas novas: Tem remake de "Naufrago
   ...
  Ou clipe novo de "The Upsetter - Metronomy" hahaha piadas à parte, nós podemos mesmo notar uma certa semelhança com a ideia do filme até certa parte do vídeo com direito a uma nova versão handmade do Wilson e tudo mais. Até que você descobre que na verdade o clipe tem um desfecho mais romântico. Dá um confere.


E aí, curtiram? Certo que essa vibe minimalista que vem sido explorada desde "The english Riviera" me agrada muito mais do que em "Pip Paine" e "Nigths Out", "Love letters" dá continuidade a proposta de forma majestosa.

04 novembro 2014

Circuito BB: MGMT + Kings Of Leon

  Olá zuões do meu Brasil! Final de semana rendeu? Em Sampa rendeu e rendeu muito no Circuito Banco do Brasil. Estou eu esperando ansiosamente por sábado aqui no Rio, MGMT é uma banda que eu tenho de veras curiosidade para assistir ao vivo mas confesso que assistindo a performance do último final de semana me deu um desânimo (que pretendo converter em vontade de provar o contrário), acho que é um puta show...mas não ficou legal. A impressão que deu foi que o lugar não era bom pra vibe do espetáculo, talvez em um local fechado (ou um pouco menor) funcionasse bem melhor. Setlist Ok, mas faltou a cerejinha do bolo, foi mal pela sinceridade, doeu em mim também. Sintam-se à vontade pra me xingar muito no twitter.




  Kings Of Leon fez um bom show, não acompanho a banda, curto as poucas e boas, mas sei que vocês curtem e o show foi realmente digno. O pontos altos ficaram na conta de "Closer" e "Sex On Fire". 




Sábado promete.

30 outubro 2014

Clipe Bombay Bicycle Club

  A semana tá terminando e eu já estava achando que não ia ser lá uma semana tão empolgante quanto a esmagadora de corações do combo Ok Go + Klaxons seguidinho de The kooks + Kasabian + Foo Figthers, mas eis que BomBay Bicycle Club me aparece com essa artimanha, clipe linds e novinho do quarto single do álbum mais recente "So Long, See you tomorrow". Trata-se de "Home by Now", que sucede "Luna", "Feel" e "Come To". 
 Pelo que podemos ver, o aclamado disco ainda continua rendendo bons frutos. Ótimos, na verdade. O clipe de "Home By Now" recria uma peça de teatro escolar reencenando o filme "2001- Uma odisseia no espaço" (1968) de Stanley Kubrick, o mais legal é que o filme será relançado nos cinemas britânicos no próximo mês. O climinha nostálgico se encaixa perfeitamente com a vibe e letra da música.


E aí, o que acharam? 
Achei Digno! E ainda digo mais: acho que "It's Alright Now" merece clipe, logo!

29 outubro 2014

Clipe Ok Go: I Won't Let You Down

  Depois de "Here It Goes Again" (que assisti tem pouco tempo, julgem-me) pensava eu, cá comigo mesma, que Ok Go jamais se superaria nos próximos clipes e olha que os caras são bons nisso (e não digo nem no quesito criatividade, se entrássemos no mérito "Needing/Getting" talvez não deixasse passar). Entretanto, mal deu tempo de respirar e já fui surpreendida por algo ainda melhor! Os passos harmoniosos e milimetricamente ensaiados na esteira elétrica de "HIGA" conseguiram, em minha opinião, ser superados no clipe de "I Won't Let You Down" em que aparecem com aquele mesmo estilinho de passos, harmoniosos e simpáticos novamente, nada menos milimetricamente ensaiados e executados com perfeição sobre uma espécie de "monociclo robozinho". Definições toscas à parte, não tenho palavras pra descrever o que é esse clipe que mal conheço e já considero pakas. Grand finale com direito a painel de LED humano e tudo. Já estraguei o final, mas assistam mesmo assim, pelo simples motivo: vale muito a pena. 

    

E aí, curtiram? Achei sensacional, apenas isso. 
Como disse antes, criatividade é algo que não me surpreende mais quando falamos de Ok Go. Mas esse carisma e simpatia de "HIGA" e "IWLYD"... São os meus eleitos, sem dúvidas. 
Status: violentando o replay

27 outubro 2014

Imagine Dragons: Lançado o novo single "I Bet My Life"



   De volta de um descanso merecido, Imagine Dragons disponibilizou na madrugada desta segunda feira (27) o primeiro single do seu novo disco sucessor de "Night Visions" que, dizem as boas línguas, será lançado em fevereiro 2015. Intitulada "I Bet My Life", a nova faixa quebra a sonoridade apoteótica deixada por hits do álbum anterior, como a bombástica "Radioactive" e retoma o Popzinho de "On The Top Of The World", além de contar também com uma pegada Folk, de leve.


Gostei. Bem Imagine Dragons mesmo. O que acharam?

23 outubro 2014

Novo álbum do Ok Go + Clipe Klaxons

   E aí, povo bom?! Prontos pra mais uma boa novidade? 


      Ok Go lançou disco novinho em folha na última semana, digno, na minha humilde opinião.
   O quarto álbum da banda norte americana, intitulado "Hungry Ghosts" já está disponível pra compra no Itunes e foi disponibilizado para audição através do SoundCloud, é sucessor de "Of the Blue Colour of the Sky" , lançado em 2010 e tem um estilinho mais elétrico  eletrônico nervoso do que o anterior, marcado por um sonzinho mais clean, umas músicas com um violãozinho mas marcado, algumas até mesmo com uma pegada folk. Algumas músicas de "Hungry Ghosts" chegam a soar como um mix meio crazy, algo como Daft Punk + La Roux.
Você pode ouvir as faixas do álbum AQUI:

     Ok Go, lançamento foda, mas quem não veio pra brincar mesmo foram os caras do Klaxons. Lançaram clipe novo da música "A New Reality", faixa integrante de seu disco de estúdio mais recente o "Love Frequency". O clipe é uma chapação total, Strobe light sem dó durante o clipe inteiro, não dá pra entender nada durante boa parte do tempo e a intenção é justamente essa. Vez ou outra enxergamos os integrantes com seus instrumentos, fazendo um som a la ~porralok no meio daquela fritação toda. No more mimimi:


24 setembro 2014

Feast of friends: As portas ainda estão abertas!


  Mais brilhante do que qualquer outra estrela, Jim Morrison deu voz ao The doors por apenas cinco anos, anos estes que foram suficientes para que, perdoem-me o trocadilho infame, as portas nunca se fechassem para eles. Após a explosão de seu primeiro álbum em 1967 ("The doors"), a banda inicou as gravações de um documentário sobre eles mesmos e que finalmente será lançado, após 46 longos anos de adiamento devido a uma série de complicações envolvendo Jim, jovem problemático, que supostamente teria mostrado seu corpinho nu em um show em Miami (1969), são apenas rumores, alguns chegam a dizer que isso nunca aconteceu...mas de qualquer forma, o filme nunca foi finalizado até porque dois anos depois Jim morre. 
   Recheado de bônus fantásticos com takes do filme original da banda jogando poker e gravando "Wild Child" em estúdio e outras cositas más, o documentário intitulado "Feast of Friends", será lançado em DVD e Blu-ray, totalmente remasterizado e segundo as próprias palavras de Jim, eles não estavam fazendo-o, "ele meio que estava fazendo a si mesmo" (vide trailler). Além disso, o lançamento também incluirá "The doors are open" um documentário de 1968 sobre o último concerto da banda em Roundhouse (Londres), conteúdo também restaurado e remasterizado.
   Um fato é inegável: As portas ainda estão abertas. Segundo Ray Manzarek (tecladista e fundador da banda) em uma entrevista para a Rolling Stone (2013), todo o interesse que ainda existe e gira incessantemente em torno da banda se dá por uma série de motivos, entre eles a representação da liberdade e verdade: "Fizemos a música da geração que cresceu nos anos 60 e quebrou as barreiras políticas, sociais e sexuais. Presenciamos um monte de revoluções comportamentais. A banda marcou aqueles tempos em que a guerra do Vietnã comia solta e Martin Luther King era assassinado... Ouvir The Doors é como fumar o primeiro baseado." É isso aí, Ray! The doors are still open e em 11 de Novembro, com o lançamento oficial do documentário, elas estarão escancaradas, pra alegria dos eternos fãs que aguardam ansiosamente pra ver um pouquinho mais de The doors. Enquanto isso, acho que o Trailler da conta de preservar a sanidade dos aficionados. 



Espero ter acalmado alguns ânimos por aí...


21 setembro 2014

#10AnosdeAmericanIdiot

 
  Preguiça e desânimo hoje não rolam, não é um simples domingo de tédio/ressaca dos jovens que viveram os anos 2000 ao som do dramático deboche do Punk Rock de Billie Joe, é simplesmente dia 21 de setembro de 2014, décimo aniversário de um dos álbuns mais incríveis, desafiadores e bem construídos conceitualmente que eu , na minha humilde inexperiência, já ouvi. HAPPY B-DAY, AMERICAN IDIOT, happy B-day, Saint Jimmy!  
   Com um referencial girando em torno de The wall (Pink Floyd), Tommy (The Who) entre outros álbuns, American idiot nem mesmo era pra ser American idiot e sim "Cigarettes and Valentines" se alguém não tivesse surrupiado as 20 músicas escritas para o projeto e também se não fosse a sábia e desafiadora decisão de construir um novo projeto, do zero, diante de tal frustração. 
 A primeira faixa escrita foi a que intitulou o álbum, "American Idiot" canta "Bem vindo a uma nova forma de tensão, por toda parte na alienação [...] Nós não somos aqueles que parecem seguir, para isso o suficiente é argumentar." denunciando a rejeição não só a administração de George W. Bush, que acreditavam não representar os interesses gerais dos americanos mas também a sociedade americana contemporânea em geral, iniciando também a história de uma espécie de Alter ego de Billie Joe, Saint Jimmy que, acredito eu, surgiu de uma vontade de ter seu próprio Tommy (se The Who pode, Green Day também!). 
  Passando pela piração inicial de American Idiot e Jesus Of Suburbia, Holiday só segura a onda pra quebrada de "Boulevard Of Broken dreams" e "We Are the Waiting", o disco vai da maluquice hard até a baladinha chiclete nessa transição cheia de efeitinhos e coros que, vez ou outra, me tiram lágrimas dos olhos. 
  Como de costume, nada permanece muito calmo por tanto tempo. "St Jimmy" poderia facilmente ser confundida com alguma faixa do Rancid e retoma o nervosismo musical incial. "Give me Novacaine" é linda, mas pra mim só dá uma equilibrada nessa insanidade toda (haha) assim como as seguintes antes de "Letterbomb" que canta " Nobody likes you, everyone left you, They're all out without you having fun" destruindo corações sensíveis por aí...Até que "Wake me Up when September ends" chega pra neutralizar, linda, mas foge um pouco ao conceito do álbum, é algo mais pessoal (sobre a morte do pai de Billie quando ele era criança).
  "Homecoming" é a ponte, canta "The Death Of St. Jimmy" como se "Nobody cares" passando pela Rua 12ª Leste, tudo isso por um motivo: ", Nobody's like you" (pobre Jimmy), nem mesmo sua "Rock and Roll Girlfriend".  "We 're coming home again" é o último segmento e eu não consegui encaixar em um trocadilho :/.
  Enfim, chegamos ao desfecho da história com "Whatsername". Refrão melancólico, chiclete sing-along conquistador de corações já fragilizados pela triste história de Jimmy e toda insatisfação, porralouquice e revolta embutida nas faixas anteriores.
  Sem sombra de dúvidas "American Idiot" é um disco emocional, mas mostra o lado mais "I don't care" dos músicos. Vou deixar essa belezoca aqui pra vocês chorarem de emoção comigo nessa data tão especial. Feliz aniversário "American idiot"!




08 setembro 2014

Roleta Russa


 Hoje eu acordei assim, afim de lançar mão de qualquer vestígio de malícia pra esquecer os pesares da inocência. A beleza está nos olhos de quem enxerga e não de quem vê, da mesma forma que o coração que sente talvez não seja este mesmo. Resisto com firmeza a vontade de ir até você e ser o que eu sou, prefiro a frieza e seriedade que não serão mal interpretadas. Até dá pra sorrir, mas a sinceridade é algo que não se vê faz tempo. 
  Tirar a máscara do orgulho é uma tarefa difícil como não achei que fosse, você tá ali e eu aqui, olhares sem rumo apenas contando com a sorte para que não se encontrem, se acontece o disfarce é certeiro. Mas não é convincente. As coisas acontecem e eu nem vejo, cada movimento só retém minha atenção se for seu, pois ela também é sua. Admito em segredo. 
 Todo cuidado é pouco, qualquer risco é assumido desde que estejamos nessa faixa de gaza que é o espaço entre nós e que por mais temível que seja é melhor que a distância, por mais ridículo que seja é melhor do que a ausência, pior, por mais indiferente que façamos parecer é sempre relevante.
  Talvez sejam estas palavras as que não deviam ser lidas, tô delatando nosso jogo, nossa gracinha, a inconsequência do dia, expondo as regras e possibilidades de vitória, revelando de bandeja minha estratégia final, mas que seja, o jogo é nosso e só jogamos nós. A roleta é russa também e você perdeu sua vez...ou talvez só tenha adiado. 

22 agosto 2014

Transcedência


  Quando tudo o que você quer é enlouquecer e esquecer de tudo, os acordes se organizam em uma ordem natural construindo sons capazes de transformar cada gota de lágrima, cada angulo de um sorriso ou uma simples inexpressão em algo positivo. Um positivo relativo, que mesmo se pra você for o negativo, vale a pena.  
  Algo me diz que headphones foram planejados para armazenar problemas e externar soluções em um fluxo bidirecional em que todas as perturbações se esvaecem ao longo de cada arranjo ao passo em a harmonia se constitui. Que se foda o resto, é um momento seu e é sempre válido! Mas é sensacional quando cada centímetro do seu corpo se envolve num mix de sensações que beira a transcendentalidade de um orgasmo. Querer fugir do mundo não é um ato condenável e a música é o catalizador da reação em que seu corpo é a base do sistema. 
  A cada frase que escrevo um arrepio diferente percorre a alma, quando só o ato de descrever a sensação te envolve e o corpo para de responder de forma racional o espetáculo chega ao ápice. Quem disse que o irracional é ruim? As vezes enlouquecer vale a pena, perder o juízo causa boas experiências e a irracionalidade pode ser uma das melhores sensações do mundo! Relaxa, para de pensar besteira, tira essa rigidez da cabeça, as coisas não precisam ser tão sérias.
  Tem uma festa acontecendo na minha cabeça e só nós dois fomos convidados.